sexta-feira, 11 de setembro de 2015

DOCUMENTO ENCONTRADO NA ANTIGUIDADE SOBRE JESUS CRISTO

Encontrando as ovelhas perdidas
 
Nos dias de Ezequiel, o povo de Israel estava afastado de Deus. Era como um rebanho de ovelhas que se distanciaram de seu pastor e se perderam, mas o Senhor fez uma maravilhosa promessa de resgatá-los e trazerem de volta para si: “Eu mesmo buscarei as minhas ovelhas e delas cuidarei.(…) Eu as resgatarei de todos os lugares para onde foram dispersas. (…) Procurarei as perdidas e trarei de volta as desviadas. Enfaixarei a que estiver ferida e fortalecerei a fraca” (Ezequiel 34.11-15)
Ele também prometeu enviar um novo Pastor: “Porei sobre elas um pastor, o meu servo Davi, e ele cuidará delas; (…) será o líder no meio delas. (…) Elas saberão que eu sou o Senhor, quando eu quebrar as cangas de seu jugo e as livrar das mãos daqueles que as escravizaram. Não serão mais saqueadas pelas nações, nem os animais selvagens as devorarão. Viverão em segurança, e ninguém lhes causará medo.” (Ezequiel 34.23-28)
Esse Pastor já veio: É o Senhor Jesus, que veio da linhagem de Davi! Ele não veio somente para trazer esperança para a restauração do reino de Israel, mas também para realizar algo mais importante: “buscar e salvar o que estava perdido.” (Lucas 19.10)
A Bíblia diz que Jesus, quando veio ao mundo, teve compaixão das multidões “porque estavam aflitas e desamparadas, como ovelhas sem pastor.” (Mateus 9.36) Talvez seja exatamente assim como você se sente. Quem sabe você esteja hoje afastado de Deus como uma ovelha que se perdeu e esteja ferida e enfraquecida pelo pecado! Saiba, porém, que Cristo está à sua procura. Ele quer restaurar a sua vida, socorrê-lo e levar de volta ao seu rebanho com alegria!
Jesus disse: “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. (…) Elas ouvirão a minha voz (…) eu as conheço, e elas me seguem.” (João 10.11-27)
Cristo deu a sua vida por nós e essa foi a maior prova de seu amor pelas suas ovelhas! E Ele, agora, está em busca de cada uma delas.
Portanto, se você pertence ao rebanho de Cristo, ouça a voz do Bom Pastor a te chamar e siga os seus passos, porque não há lugar mais seguro do que perto do Senhor Jesus! É o que diz o Salmo 23. O Senhor não deixa que nos falte nada! Ele nos conduz a pastagens verdes e a águas tranqüilas! Ele nos protege quando passamos por situações de perigo!
Que nossa vida, pois, esteja aos cuidados de Cristo! Que Ele seja para sempre o nosso Pastor!

Colaboração: Melicégenes Rodrigues

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Qual a diferença entre arrependimento e remorso?

by Presbítero André Sanchez
Você Pergunta: Cometi vários pecados no passado e até hoje sinto o peso desses pecados em minha vida. Sinto como se estivesse acorrentada neles. Já orei muitas vezes, já chorei na presença de Deus, mas não me sinto perdoada. Não sei se eu realmente me arrependi ou se sinto apenas remorso, pois muitas vezes sinto vontade de voltar a praticar aquele pecado. Isso tem me atormentado muito, por favor, me ajude!
Cara leitora vamos analisar juntos aquilo que a Bíblia nos ensina sobre essa questão e você conseguirá ver claramente um caminho a seguir para ser liberta de toda essa tensão que tem vivido atualmente.
Qual a diferença entre arrependimento e remorso?

Qual a diferença entre arrependimento e remorso?

(1) Remorso é quando temos uma espécie de inquietação, de culpa pela prática de algo. Porém, o remorso não nos leva ao arrependimento genuíno. O remorso não vai além da culpa por ter cometido algo reprovável. Ele não produz mudança de vida. Geralmente está mais ligado a um forte sentimento de censura (porque algo que fizemos saiu do controle ou não produziu o efeito que desejávamos), mas não leva a pessoa a mudanças de atitude significativas.
(2) Arrependimento é uma mudança de ideia, de direção, de atitude. O arrependimento para ser realmente arrependimento precisa trazer em si o desejo da pessoa em mudar de direção. É por isso que a Bíblia nos ensina a nos arrepender de nossos pecados e não apenas ter remorso deles. Arrepender-se implica em mudança de direção e profundo pesar pelo pecado cometido. Daí Jesus dizer “Vá e não peques mais” quando perdoava alguém.
(3) Para exemplificar o remorso e o arrependimento em ação vamos usar dois personagens bíblicos: Judas, o que traiu Jesus, cometeu um grave erro, traiu o Senhor Jesus por 30 moedas de prata e o entregou aos soldados com um beijo. O texto diz o seguinte sobre Judas: “Então, Judas, o que o traiu, vendo que Jesus fora condenado, tocado de remorso, devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos, dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, responderam: Que nos importa? Isso é contigo. Então, Judas, atirando para o santuário as moedas de prata, retirou-se e foi enforcar-se” (Mateus 27:3-5). O texto é claro em mostrar que Judas parece ter sido surpreendido com o que ocorreu com Jesus. Talvez ele não esperasse que sua atitude levaria a situação tão longe. Diante desse fato o remorso tomou conta dele, mas não o arrependimento. Se o arrependimento estivesse na vida de Judas ele não teria se enforcado, antes, teria buscado ocasião de pedir perdão a Jesus de alguma forma.
(4) O apóstolo Pedro também pisou na bola com Jesus. Diante das pessoas que o questionavam de conhecer a Jesus, Pedro O negou veementemente: “Então, começou ele a praguejar e a jurar: Não conheço esse homem! E imediatamente cantou o galo” (Mateus 26:74). Após ver o pecado que cometera, Pedro chorou amargamente (Mateus 26:75). O que nos mostra que Pedro se arrependeu, e não apenas sentiu remorso, são os frutos de arrependimento vistos na vida dele. Ele chorou pelo pecado que cometeu. Mas logo depois estava junto aos discípulos, buscando novamente a Jesus (João 20:1-10). E permaneceu firme na fé. Sabemos muitos outros detalhes que mostram que Pedro se reergueu e avançou sua vida perdoado por Deus e servindo a Ele.
(5) No seu caso, leitora, me parece que houve um arrependimento sincero. O fato de você ainda ser tentada a pecar não significa que você não se arrependeu, mas sim que o pecado deseja que você volte a ele. Outra coisa importante no seu caso é você mesmo se perdoar. Suas palavras me levam a crer que você mesma ainda não se perdoou. Se Deus já se perdoou, perdoe-se também e siga em frente com sua vida e você verá como as coisas vão mudar para melhor.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

“ESTE POVO ME HONRA COM OS LÁBIOS, MAS O CORAÇÃO DELE ESTÁ LONGE DE MIM”. (Mc 7,6).
 
Ano: B; Cor: Verde; Leituras: Dt 4,1-2.6-9; Sl 14; Tg 1,17-18.21-22.27; Mc 7,1-8.14-15.21-23.

“ESTE POVO ME HONRA COM OS LÁBIOS, MAS O CORAÇÃO DELE ESTÁ LONGE DE MIM”. (Mc 7,6).

Diácono Milton Restivo

Depois de refletir o capítulo sexto do Evangelho de João, retornamos ao Evangelho de Marcos. Damos continuidade, através de Marcos, ao conhecimento da pessoa e da doutrina de Jesus. Marcos aborda problemas entre fé e tradição, ensinamento divino e ensinamentos humanos.
Lemos no evangelho de Marcos (7,1-23) que os fariseus acusaram os discípulos de Jesus de comerem com as mãos impuras, isto é, sem as ter lavado segundo a tradição dos antigos, o que ia de encontro com o ritualismo religioso que eles, os fariseus, diziam cumprir rigorosamente e impunham ao povo sob pena de, se o povo não a cumprisse, seria maldito.
Quem eram estes fariseus e por que Jesus se opunha tanto a eles? Os fariseus eram um grupo religioso que se originou dois séculos antes de Jesus. Eram líderes de um movimento religioso para trazer o povo de volta a uma submissão estrita à palavra de Deus e eram considerados geralmente como os servos mais espirituais e observadores da Lei de Moisés e adoradores de Deus. Mas, na preocupação de fazer cumprir a vontade de Deus, os fariseus criavam leis próprias e coisas absurdas e ritualizavam coisas que o povo não tinha condições de cumpri-las e, por isso, os fariseus julgavam-se santos e tinham o povo como escória, ignorante e maldito, e não perdiam oportunidade de criticar e condenar os que não agissem como eles. Eles desprezavam o povo e o chamavam de povo maldito: “Mas este povo que não conhece a Lei, são uns malditos.” (Jo 7,49). Mudou alguma coisa daquele tempo para os nossos dias? Com existem fariseus ainda hoje. 
Por isso, Jesus não os perdoa e chama a atenção do povo a respeito das atitudes desses falsos santos (como chama a atenção do povo hoje a respeito dos fariseus dos nossos dias): “Os doutores da Lei e os fariseus têm autoridade para interpretar a Lei de Moisés. Por isso vocês devem fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imitem suas ações, pois eles falam e não praticam’. (Mt 23,2-3). Se existem situações idênticas nas nossas comunidades, não é mera coincidência, é que, realmente, os fariseus ainda não deixaram de existir.
Jesus não fica por ai e continua: “Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Gostam dos lugares de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas; gostam de ser cumprimentados nas praças públicas e de que as pessoas os chamem mestre.” (Mt 23,5-6).
Na sequência dessas colocações, Jesus usou palavras fortes contra os fariseus no Evangelho de Mateus: “Ai de vocês, escribas e fariseus, hipócritas [...] Vocês exploram as viúvas, e roubam suas casas, e para disfarçar, fazem longas orações.” (Mt 23, 13.14).
Ainda, no Evangelho de Mateus, Jesus os chama de hipócritas (23,13.14.15.23.25.27.29), de irresponsáveis e cegos (23,17.26), de guias cegos (23,16.24), cegos (23,19) de “sepulcros caiados, bonitos por fora e cheio de ossos, podridão e mal cheirosos por dentro” (23,27), de “serpentes e raça de cobras venenosas” (23,33). Jesus aponta qual o grande pecado dos fariseus: “Vocês abandonam os mandamentos de Deus para seguir a tradição dos homens. Vocês são bastante espertos para deixar de lado o mandamento de Deus a fim de guardar as tradições de vocês.” (Mc 7,8-9). Os evangelhos estão cheios de controvérsias entre Jesus e os fariseus, como em Mateus 9,11.34; 12,2.14.24.38; 15,1,12; 16,6-12; Lucas 11,37-44; 12,1 e muitos outros textos.
A oposição vigorosa de Jesus contra os fariseus deixava muitos perplexos. A maioria das pessoas daquele tempo pensava que se alguém fosse fiel ao Senhor, certamente seriam os fariseus.
Jesus, decididamente, inverteu os valores do mundo; “Vocês gostam de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês. De fato, o que é importante para os homens, é detestável para Deus”. (Lc 16,15). Ao chamar a atenção do povo a respeito dos fariseus, Jesus foi categórico: “Com efeito, eu lhes garanto: se a justiça de vocês não superar a dos doutores da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no Reino dos Céus”. (Mt 5,20). Na ânsia de cumprir e fazer cumprir a Palavra de Deus, os fariseus exageravam e se preocupavam mais com o exterior do que com o interior; preocupavam-se mais com a higiene pessoal do que com a pureza de coração no cumprimento aos mandamentos divinos. Os judeus estavam entre a tensão das tradições criadas e impostas pelos fariseus ao povo e a vida baseada na pureza do coração apresentada por Jesus. Jesus não estava contra a Lei, mas contra a mentalidade dos fariseus na interpretação da Lei que destruía a fé pura. Jesus critica os que anulam o mandamento de Deus pela tradição criada pelo próprio homem: “Assim vocês esvaziaram a palavra de Deus com a tradição de vocês.” (Mt 15,6).
Como vemos a primeira leitura, o livro do Deuteronômio manda não colocar outro mandamento além do mandamento designado por Deus: “Não acrescentem nada ao que eu lhes ordeno, nem retirem coisa nenhuma. Observem os mandamentos de Iahweh seu Deus de modo como lhes ordeno. [...] Portanto, coloquem tudo em prática, pois isso tornará vocês sábios e inteligentes diante dos povos.” (Dt 4,2.6). Mas para os fariseus a tradição que eles mesmos criaram pesava mais e tinham mais valor do que as determinações de Deus. É o mesmo que muitas vezes acontece e vemos também na Igreja nos nossos dias. Muitas vezes damos mais valor ao ritualismo e às normas secundárias do que ao fundamental. É muito comum a gente ouvir dizer, para se justificar que ‘sempre se fez assim’. A moral que Jesus apresenta é opção por ele e não por ritualismos que estão fora da Palavra de Deus. Jesus não é contra o rito, mas contra o ritualismo.
O povo tinha consciência de ser o povo escolhido por Deus e que tinha Deus bem próximo de si, como vemos na primeira leitura: “Qual é a grande nação que tenha os seus deuses tão próximos, como o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos?” (Dt 4,7). A Lei de Deus é o grande testemunho da sabedoria do povo, e é a expressão da vontade de Deus, que é a justiça: “Que grande nação tem estatutos e normas tão justas como toda esta lei que eu lhes proponho hoje?” (Dt 4,8). A religião só vai manifestar a presença de Deus se o fizer pela prática de leis justas que respeitem o direito. Mas, infelizmente, o que vemos, é tanta gente fazer da religião um motivo para se promover, como o faziam os fariseus, para se julgar mais santo e se julgar no direito de criticar, esquecendo-se do que Jesus disse aos fariseus: “Vocês gostam de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece os corações de vocês. De fato, o que é importante para os homens, é detestável para Deus” (Lc 16,15), e também do que Jesus disse ao povo a respeito dos fariseus: “Vocês devem fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imitem suas ações, pois eles falam e não praticam.” (Mt 23,3), o que se deve ser entendido como: “façam o que eles dizem, mas não façam o que eles fazem”. Hoje, quantos cumprem religiosamente o “dever” de participar da missa todos os domingos, não perdem uma solenidade festiva da Igreja, comungam sempre que participam de uma celebração eucarística, rezam periodicamente o terço, não perdem uma reunião de seu grupo, pagam o dízimo com exatidão, mas ignoram o irmão, esquecendo-se do que o Mestre disse: “... eu estava com fome, e vocês não me deram de comer; eu estava com sede, e não me deram de beber; eu era estrangeiro e vocês não me receberam em casa; eu estava sem roupa, e não me vestiram; eu estava doente e na prisão, e vocês não foram me visitar. [...] Eu garanto a vocês: todas as vezes que vocês não fizeram isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizeram.” (Mt 25,42-43.45). 
De que adiantou então cumprir religiosamente as ritualidades se se esqueceram da recomendação de Jesus: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês. Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos. Vocês são meus amigos, se fizerem o que eu estou mandando”. (Jo 15,12-14). 
A participação na Eucaristia só tem sentido e valor se o mandamento do amor estiver sendo levado a sério, senão o farisaísmo do tempo de Jesus continua operante nos nossos tempos.
Os fariseus do tempo de Jesus também cumpriam rigorosamente as determinações ritualísticas, mas ignoravam as necessidades dos seus irmãos, por isso foram recriminados por Jesus. Os fariseus repreenderam os discípulos de Jesus por comerem pão com as mãos impuras, isto é, sem lavar as mãos. Para os fariseus isso não era questão de higiene corporal, mas a tradição que eles criaram dizia que não se podia tocar em alimento algum sem ter lavado as mãos sem incorrer numa falta religiosa ou ritualística, e isso ofendia a Deus, e por isso Jesus chama aos fariseus de hipócritas e depois explica aos seus discípulos, dizendo: “Será que nem vocês entendem? Vocês não compreendem que nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, porque não entra em seu coração, mas em seu estômago, e vai para a privada? ’ (Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros).” (Mc 7,18-19).
Não é o que entra pela boca que torna o homem faltoso com o seu Deus ou seu irmão, porque tudo o que entra pela boca tem como destino, como disse Jesus, “a latrina”. Jesus continua dizendo: “É o que sai da pessoa que a torna impura.” (Mc 7,20).
O que é que sai da boca das pessoas? As fofocas, a maledicência, o ódio, a agressão, a inveja, o orgulho, a falta de amor, e por isso Jesus diz: “Pois é de dentro do coração das pessoas que saem as más intenções, como a imoralidade, roubos, crimes, adultérios, ambições sem limite, maldades, malícia, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas essas coisas más saem de dentro da pessoa, e são elas que a tornam impura.” (Mc 7,21-23). E em Mateus Jesus diz a mesma coisa, complementando e dizendo: “Ao contrário, as coisas que saem da boca vêm do coração e essas coisas é que tornam o homem impuro. Pois é do coração que vêm as más intenções: crimes, adultério, imoralidade, roubos, falsos testemunhos, calúnias. Essas coisas é que tornam o homem impuro; mas comer sem lavar as mãos não torna o homem impuro.” (Mt 15,18-20).
Jesus declarou que a contaminação religiosa do ser humano não reside na prática de ritos exteriores, mas na degradação interior do coração que se manifesta exteriormente. Em outras palavras, Jesus deixou claro que o mal que sai da boca é muito maior do que qualquer mal que possa entrar nela quando se come alimento ritualmente impuro.
Nas bem-aventuranças Jesus disse: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.” (Mt 5,8). Não são os alimentos que entram pela boca que torna o homem impuro, mas é a Palavra que purifica o coração: “Vocês já estão limpos por causa da palavra que eu lhes falei. Fiquem unidos a mim, e eu ficarei unido a vocês.” (Jo 15,3-4).
Nas suas cartas o Apóstolo Paulo transmitia às suas comunidades esse mesmo ensinamento, quando escrevia: “Finalmente, irmãos, ocupem-se com tudo o que é verdadeiro, nobre, justo, puro, amável, honroso, virtuoso, ou que de algum modo mereça louvor.” (Fl 4,8). 
Na carta aos Romanos, Paulo adverte aos que conhecem a Palavra e mesmo assim deixam sair do coração toda espécie de ofensa que atinge ao irmão: “Eles fazem o que não deveriam fazer: estão cheios de todo tipo de injustiça, perversidade, avidez e malícia; cheios de inveja , homicídio, rixas, fraudes e malvadezas; são difamadores, caluniadores, inimigos de Deus, insolentes, soberbos, fanfarrões, engenhosos no mal, rebeldes para com os pais, insensatos, desleais, gente sem coração e sem misericórdia. E apesar de conhecerem o julgamento de Deus, que considera digno de morte quem pratica tais coisas, eles não só as cometem, mas também aprovam quem se comporta assim.” (Rm 1,29-32). Na terceira leitura Tiago ensina que, pela Palavra, o Senhor nos criou e que o acolhimento da Palavra é o princípio da Salvação, pois ela se identifica com Aquele que a comunica: “Por sua própria iniciativa, ele nos gerou por meio da Palavra da verdade, para que nos tornássemos as primeiras dentre as suas criaturas. [...] Sejam praticantes da Palavra, e não apenas ouvintes, iludindo a si mesmos. Quem ouve a Palavra e não a pratica, é como alguém que observa no espelho o rosto que tem desde o nascimento; observa a si mesmo, e depois vai embora, esquecendo a própria aparência.” (Tg 1,18.22-24). Quem ouve a Palavra e não a pratica, perde a identidade com quem o criou e esquece de sua própria fisionomia que é a imagem e semelhança do seu Criador (cf Gn 1,26ss).  Quem ouve a Palavra e a põe em prática (cf Lc 11,29) segue as pegadas do Mestre, exercita o mandamento do amor: “O meu mandamento é este: amem-se uns aos outros, assim como eu amei vocês. Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos. Vocês são meus amigos, se fizerem o que eu estou mandando”. (Jo 15,12-14) e somente valoriza no irmão o que ele tem de belo e puro, não se preocupando com a maneira como ele se alimenta, se de mãos limpas ou menos limpas; o importante é que o irmão está sendo saciado na sua fome e é sobre isso que Tiago chama-nos a atenção: “Por isso, deixem de lado qualquer imundície ou sinal de malícia, e recebam com docilidade a Palavra que lhes foi plantada no coração e que pode salva-los.” (Tg 1,21). A prática da Palavra se traduz no cuidado que temos para com os necessitados: “Religião pura e sem mancha diante de Deus, nosso Pai, é esta: socorrer os órfãos e as viúvas em aflição, e manter-se livre da corrupção do mundo.” (Tg 1,27).
A Palavra será sempre a orientadora da verdadeira religião, ensinando a não dar valor às tradições que anulam a Verdade e estimulando à prática da solidariedade.
Ela forma o coração para que dele saiam não impurezas, mas as obras do amor.
Sacrificar a prática do amor por tradições egoístas não condiz com o projeto de Jesus.


João 14:30
Versos Paralelos
Eu não vou continuar a falar muito mais convosco, pois o príncipe deste mundo está chegando. Ele não tem direito e nada pode sobre mim;

João Ferreira de Almeida Atualizada
Já não falarei muito convosco, porque vem o príncipe deste mundo, e ele nada tem em mim; 

King James Bible
Hereafter I will not talk much with you: for the prince of this world cometh, and hath nothing in me.

English Revised Version
I will no more speak much with you, for the prince of the world cometh: and he hath nothing in me;
Tesouro da Escritura
I.
João 16:12
Eu ainda tenho muitas verdades que desejo vos dizer, mas seria demais para o vosso entendimento neste momento.
Lucas 24:44-49
Em seguida, Jesus lhes explicou: “São estas as palavras que Eu vos ensinei quando ainda estava entre vós: Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos!” …
Atos 1:3
Depois do seu martírio, Jesus apresentou-se a eles e deu-lhes muitas provas incontestáveis da sua ressurreição. Aparecendo-lhes por um período de quarenta dias seguidos e ensinando-lhes acerca do Reino de Deus.
the.
João 12:31
Chegou a hora de este mundo ser julgado, e agora o príncipe deste mundo será expulso.
João 16:11
e do juízo, porque o príncipe deste mundo já está condenado.
Lucas 22:53
Todos os dias Eu estive convosco no templo e não estendestes as mãos contra mim. Contudo, esta é a vossa hora, quando as trevas dominam”. Pedro nega a Jesus
2 Coríntios 4:4
O deus, desta presente era perversa, cegou o entendimento dos descrentes, a fim de que não vejam a luz do Evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
Efésios 2:2
nos quais andastes no passado, conforme o curso deste sistema mundial, de acordo com o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência.
Efésios 6:12
Porquanto, nossa luta não é contra seres humanos, e sim contra principados e potestades, contra os dominadores deste sistema mundial em trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.
Colossenses 1:13
Ele nos resgatou do domínio das trevas e nos transportou para o reino do seu Filho amado,
1 João 4:4
Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é Aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.
1 João 5:19
Estamos cientes de que somos de Deus e que o mundo inteiro jaz no Maligno.
*Gr:
Apocalipse 12:9
Assim, o grande Dragão foi excluído para sempre. Ele é a antiga serpente chamada Diabo ou Satanás, que tem a capacidade de enganar o mundo inteiro. Ele e seus anjos foram lançados à terra.
Apocalipse 20:2,3,7,8
Ele prendeu o Dragão, a antiga Serpente, que é o Diabo, Satanás e o amarrou por mil anos. …
and.
Lucas 1:35
Então o anjo lhe esclareceu: “O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. E por esse motivo, o ser que nascerá de ti será chamado Santo, Filho de Deus.
2 Coríntios 5:21
Deus fez daquele que não tinha pecado algum a oferta por todos os nossos pecados, a fim de que nele nos tornássemos justiça de Deus.
Hebreus 4:15
Pois não temos um sumo sacerdote que não seja capaz de compadecer-se das nossas fraquezas, mas temos o Sacerdote Supremo que, à nossa semelhança, foi tentado de todas as formas, porém sem pecado algum.
Hebreus 7:26
Certamente estávamos necessitados de um sacerdote como este: santo, inculpável, puro, apartado dos pecadores, exaltado acima dos céus.
1 Pedro 1:19
Mas fostes resgatados pelo precioso sangue de Cristo, como de Cordeiro sem mácula ou defeito algum,
1 Pedro 2:22
“Ele não cometeu pecado algum, nem qualquer engano foi encontrado em sua boca.”
1 João 3:5-8
Sabeis, igualmente, que Ele se manifestou para tirar os nossos pecados, e nele não há pecado. …

Contexto
João 14
29Eu vo-lo disse agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creiais. 30Eu não vou continuar a falar muito mais convosco, pois o príncipe deste mundo está chegando. Ele não tem direito e nada pode sobre mim; 31ainda assim, é vital que o mundo saiba que Eu amo o Pai, e cumpro as ordens que o Pai me deu. Levantai-vos e partamos daqui!
Referência Cruzada

João 12:31
Chegou a hora de este mundo ser julgado, e agora o príncipe deste mundo será expulso.

1 João 5:18
Ora, sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não é escravo do pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o protege, e não permite que o Maligno o possa tocar. 

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

       A Formação de Igrejas Locais


Conforme se espalharam pelo mundo, partindo de Jerusalém, cumprindo o mandado de Jesus, ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado.E eis que estou convosco todos os dias até a consumação do século. Mt. 28:19-20. Cada cristão, levou o evangelho a outras pessoas. O evangelho começou por ser pregado a todos os homens, independente de quem era, o que fazia, qual a nacionalidade, foi pregado para um eunuco, At. 8:27-30, ao gentio, At. 10:28; era o início da igreja de nosso Senhor Jesus Cristo, sendo levada àqueles que não podia se quer participar ou mesmo assistir as reuniões nas sinagogas, o caso do Eunuco, homem que não era aceito no meio do povo israelitas, era, portanto, considerado impuro, homem que a lei lhe vedava todo convívio com o povo de Deus, Dt. 23:1, também era considerado impuro o curtidor, que pegava no animal morto, Nm. 11: 36 e 39, essas pessoas, eram portanto, ou alijadas do convívio com os israelitas, ou, pelo menos, eram evitados pelo povo israelitas. A igreja do senhor Jesus, continuava sua marcha para cumprir o papel que o Senhor lhe havia incumbido, evangelizar e fazer discípulos Mt. 28:19-20, e, como havia prometido, Jesus estava com sua igreja, e, acrescentava mais e mais novos convertidos para que sua igreja pudesse crescer, At. 2:47, e assim, perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações, At. 2:42. A semente (a palavra, ­ Lucas 8:11) foi plantada e produziu fruto (cristãos, ­ Lucas 8:15; I Coríntios 3:7). Estes novos discípulos começaram a adorar e a trabalhar juntos no serviço de Deus (Atos 2:44). A igreja começou a ser perseguida para não continuarem a pregar o nome de Jesus, At. 4:1-4, porém o Senhor Jesus havia dito: "as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Mt.16:18. Era portanto, a promessa do Senhor se cumprindo e sua igreja crescendo, até que o Senhor mostra o seu poder trazendo para sua igreja aquele que se dedicava, ao que ele cria ser agradável a Deus, um Fariseu, radical e arrogante, que buscava destruir o que os apóstolo construíam, era ele conhecido politicamente e na sinagoga como Saulo de Tarso, foi esse homem, perseguidor dos cristãos que o Senhor selecionou para dar continuidade ao trabalho junto aos gentios(povo não pertencente à religião israelita), esse homem infundia tanto terror aos apóstolo, que duvidaram da sua conversão, At. 9:13; 9:20-21, 26, então passou a ser aquele que mostrava para o povo gentio, que a sinagoga, não tinham mais importância, o ministério levidico já não existia mais, que a lei havia cumprido o seu papel, Gl. 3:23-25, 4:4-5. Ninguém conseguiu explicar tão bem a diferença entre a lei e a graça, Gl. 5:1-4, embora, muitos ainda não entenderem ,que a Igreja do Senhor Jesus, é superior à lei de Moisés e que se cumprirmos um mandamento da lei, por toda lei nos obrigamos Tg.2:10, se pregamos na igreja do Senhor Jesus, a obrigação do dizimo, e não fazemos o sacrifício de bodes, ou o sacrifício de ovelhas, cordeiros e tantos outros rituais obrigatório que consta no livro de Leviticos, com certeza estamos pecando, na lei dos homens, quando o cidadão morre, a lei não tem nenhuma eficácia sobre ele, assim também na lei de Moisés  Gl. 2:19, a lei serviu de aio(tutor), e o tutor, quando o menino atinge a maioridade, o tutor deixa de existir para ele, assim a lei nos levou ao nosso entendimento que é Cristo, deixando de existir para o judeu e para todos os povos, no campo espiritual, não no que diz respeito ao estado civil de cada um, que continuam sujeito à lei de seu país. Foi através de Paulo que a igreja de nosso Senhor Jesus Cristo tomou uma impulsão muito grande no meio do povo gentil. Antioquia da Síria (Atos 13:1),  igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (Atos 14:21-23), Não encontramos nas escrituras nenhum citação de prédios imponentes para abrigar a reunião do salvos por Cristo. A igreja é uma organização? De modo nenhum, Muitas pessoas têm a noção errada de que a igreja é uma organização ou instituição, e por isso, o que vemos hoje? Um comercio aonde se vende tudo, tudo é motivo de lucro, usa-se a vaidade das pessoas para explorar os fieis, constroem-se verdadeiros ídolos, na musica, no cinema em formato de DVD, livros, Temos "pastores" escritores, os quais, fazem propaganda dos seus livros na mídia e até na hora de um culto, temos irmãos envolvidos com a política, e que, para enganar os fieis, dizem que é necessário ter um homem de "Deus" na política, para que a igreja não seja prejudicada em nada, como se a verdadeira igreja de Cristo precisasse de alguém para defendê-la, a verdadeira igreja de Cristo já tem quem a defenda e já a defendeu na cruz do calvário, a verdadeira igreja de Cristo foi comprada com o precioso sangue do filho de Deus, portanto, é propriedade exclusiva de Deus, e ai daquele que se levantar contra ela, pois foi o próprio Senhor, quem disse, que nem as portas do inferno podem prevalecer contra ela . Este não é o conceito bíblico de igreja, Jesus não morreu para estabelecer uma instituição, mas para salvar o povo do pecado (Atos 20:28;  1 Coríntios 6:20). Jesus e o Pai não habitam numa organização, mas no povo que os obedece (João 14:15,23), tem políticos no meio; tem comercio; tem ídolos, seja cantor ou ator, tem hierarquia, presbíteros, maior que diácono; diácono, maior que trabalhador, então, com certeza absoluta, não é a igreja de Cristo, não é a igreja que ele fundou, saia daí imediatamente, antes que o Senhor volte, ou, você irá com certeza para o lado esquerdo Dele.

       A IGREJA DE JESUS

A palavra igreja, pode ser usada para falar de todos aqueles que servem ao Senhor, não importa onde estejam (Hebreus 12:22-23). É, freqüentemente usada para descrever grupos locais de discípulos, que se encontram para adorar, para edificarem uns aos outros, e para proclamar o evangelho de Jesus. É neste sentido, que lemos sobre a igreja em Antioquia da Síria (Atos 13:1), sobre as igrejas em Listra, Icônio e Antioquia da Pisídia (Atos 14:21-23), sobre a igreja em Éfeso (Atos 20:17), a igreja em Corinto (I Coríntios 1:1; II Coríntios 1:1), as igrejas na região da Galácia (Gálatas 1:2) e a igreja dos tessalonicenses (1 Tessalonicenses 1:1; 2 Tessalonicenses 1:1). É neste ambiente de igrejas locais que encontramos homens escolhidos para supervisionar e guiar, em cada cidade, seguia-se o mesmo procedimento descrito acima, uma vez convertidos,seriam ensinados na Palavra, e aqueles que se destacavam, era escolhidos para orientar os demais irmãos, até que houvessem homens que preenchesse os requisitos descritos em Tt. 1:5, para serem escolhidos para presbíteros. Os sistemas comuns de superestruturas de denominações, de ligas internacionais de igrejas e de hierarquias que ligam e até governam milhares de igrejas locais, são invenções do homem. Não há modelo bíblico de tais arranjos, nem as diversas denominações, portanto; a igreja em Porto Alegre, Santa Catarina, Paraná; sul, sudeste, centro-oeste, nordeste, ou norte, seria uma só, e seria descrita pela; IGREJA DE CRISTO QUE ESTÁ EM.... . No Novo Testamento, os cristãos serviam juntos em congregações locais, recebiam a mensagem. perseveravam no estudo que lhes era ministrado e procuravam crescer espiritualmente na palavra de Deus, I Co 2:4-5. Eles eram gratos pelos seus irmãos em outros lugares, mas não tentavam criar algum laço de organização onde os cristãos de um lugar pudessem dirigir ou governar o trabalho de discípulos de outro lugar.

Certa vez, um "pastor" me disse, rebatendo, as reclamações das revistas da Escola Bíblica dominical, que eram e ainda são, mau redigidas e com interpretações errônea da biblia, comentada por "pastores" com vários cursos e até pós graduação, que, ele, não podia comprar outras revistas de outras denominação, embora reconhecesse os erros, mas, que ele era obrigado a continuar a comprar aquelas revista. Certamente esse "pastor" e tantos outros que precedem assim, não conheceram o poder de Jesus, porque o Senhor declarou: se, pois, o filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres. Como eles são obrigados a fazer ou deixar de fazer? Isto, inclusive, é um direito consagrado na Constituição brasileira de 1988.