terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A letra mata e o espírito vivifica.


II CORÍNTIOS 3:6  O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.
Você entende esse versículo? Muita gente pensa que essa passagem, os crente não devem estudar, vários Pastores ficam até bravo quando alguém estar fazendo curso Bíblico, ou lendo muitos livros cristãos, “Eles dizem cuidado a letra mata eles dizem”! se estudarem é alguma forma de fraqueza espirituais ou coisa parecida. Mais será que é isso mesmo que II CORÍNTIOS 3.6, decide?  É claro que não, veja o verso abaixo o que ele diz ;

II CORÍNTIOS 3:6  O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, (Os dez Mandamentos) mas do espírito, (O Evangelho) porque a letra mata (OS dez mandameentos, escrito em Pedras-LETRAS) e o espírito vivifica (O Evangelho).

A letra que ele se refere é o Decálogo (Os dez Mandamentos). Mas o espírito que é o evangelho, vivifica.

No verso a seguir- II CORÍNTIOS 3:7 - E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, ( Passageiro, provisório,temporário)

II CORÍNTIOS 8  Como não será de maior glória o ministério do Espírito?
Quer saber porque a letra mata porque ela desperta o pecado e o pecado mata. Isso fica bem claro em; Romanos 7:5  Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.



quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

PASTOR CARLOS
O SER HUMANO E A SUA FRAGILIDADE

Todos; um dia na vida passa por momentos difíceis, e as vezes não somos compreendidos, mais existe um, que jamais deixará de nos entender e esse um é! O Eterno Deus, que nos perdoa e não guarda magoas, por quer seu AMOR é incondicional,pois se é dito que devemos perdoar ao nosso próximo, e ama-lo como a nós mesmo, então temos que proceder como manda as Sagradas Escrituras.
Romanos 12:17-Diz
A ninguém devolvei mal por mal. Procurai proceder corretamente diante de todas as pess
oas. 
Se isso é tão difícil para o ser humano, que diremos de: I João 3:16 Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos.
Difícil não é mesmo? Mais Leia Isso;João 3:16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. VIU
UMA CRENÇA EM UM DEUS SERÁ
Eu vejo muitas pessoas indo as Igrejas, dizendo que são crentes evangélicas, e outras católicas, em fim todas buscando o mesmo Deus! mais será? Quando eu chego a conversar com todas essas pessoas que dizem, amar a Deus, e terem Deus em seus corações, eu mim surpreendo é fantástico como a coisa muda, quando você chega para essas pessoas e pedi qualquer coisa, elas inventam uma linda e triste desculpa, e um, "não posso" vem logo em seguida, essa triste desculpa que eu citei acima, é para quem estar precisando, que é a negação que vem logo após o pedido, e a linda desculpa é por quer ela si livrou desse, pobre sofredor.Agora eu pergunto, como se pode Amar ao seu próximo, se você não ama a se mesmo! e sim ao dinheiro, porque nem a Deus você ama, você pode estar dizendo esse Pastor é louco, será então? não só sou eu que sou louco, veja o que diz o Messias Filho de Deus; Leia
Mateus 15:7-9
…hipócritas! Bem profetizou Isaías sobre vós, denunciando: 8‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 9-Em vão me adoram; pois ensinam doutrinas que não passam de regras criadas por homens’”. Mais minha Amiga Irmã (o) o pior estar por vir, veja:
MT 7:22 Muitos dirão a mim naquele dia: ‘Senhor, Senhor! Não temos nós profetizado em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios? E, em teu nome, não realizamos muitos milagres?’ 
Salmos 112:5 Bem - aventurado quem se compadece e empresta com generosidade,…Fica na Paz.
 POR:PASTOR CARLOS



A letra mata e o espírito vivifica.

 II CORÍNTIOS 3:6  O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica.
Você entende esse versículo? Muita gente pensa que essa passagem, os crente não devem estudar, vários Pastores ficam até bravo quando alguém estar fazendo curso Bíblico, ou lendo muitos livros cristãos, “Eles dizem cuidado a letra mata eles dizem”! se estudarem é alguma forma de fraqueza espirituais ou coisa parecida. Mais será que é isso mesmo que II CORÍNTIOS 3.6, decide?  É claro que não, veja o verso abaixo o que ele diz ;

II CORÍNTIOS 3:6  O qual nos fez também capazes de ser ministros de um novo testamento, não da letra, (Os dez Mandamentos) mas do espírito, (O Evangelho) porque a letra mata (OS dez mandameentos, escrito em Pedras-LETRAS) e o espírito vivifica (O Evangelho).

A letra que ele se refere é o Decálogo (Os dez Mandamentos). Mas o espírito que é o evangelho, vivifica.

No verso a seguir- II CORÍNTIOS 3:7 - E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era transitória, ( Passageiro, provisório,temporário)

II CORÍNTIOS 8  Como não será de maior glória o ministério do Espírito?
Que saber porque a letra mata porque ela desperta o pecado e o pecado mata. Isso fica bem claro em; Romanos 7:5  Porque, quando estávamos na carne, as paixões dos pecados, que são pela lei, operavam em nossos membros para darem fruto para a morte.



domingo, 3 de janeiro de 2016

Segunda Carta de Clemente aos Coríntios.
PASTOR CARLOS-Em 03/01/2016

                                              Devemos ter boa consideração por Cristo

Irmãos: deveríamos pensar em Jesus Cristo como Deus e Juiz dos vivos e dos mortos. Não deveríamos, ao contrário, pensar em coisas medíocres sobre a salvação pois, quando pensamos em coisas medíocres, esperamos também receber coisas medíocres. Os que escutam que estas coisas são medíocres fazem mal; e nós também fazemos mal não sabendo de onde e por quem e para onde somos chamados, e quantas coisas tem sofrido Jesus Cristo por nossa causa.
Que recompensa, pois, Lhe daremos? Ou qual fruto de Seu dom poderá nos ser dado? E quanta misericórdia Lhe devemos! Eis que Ele nos concedeu a luz; nos chamou como um pai chama seus filhos; nos salvou quando estávamos morrendo... Que louvor Lhe rendemos? Ou o que foi pago de recompensa pelas coisas que temos recebido, já que éramos cegos em nosso entendimento; rendíamos culto a paus e pedras, a ouro, prata e bronze, obras humanas; e toda a nossa vida não era outra coisa que a própria morte?
Assim, pois, quando estávamos envolvidos nas trevas e oprimidos em nossa visão por esse espesso nevoeiro, recobramos a vista e pusemos de lado, por Sua vontade, a nuvem que nos encobria. Ele teve misericórdia de nós! Em sua compaixão nos salvou, pois nos vira mergulhados no erro e na perdição, quando não tínhamos esperança de salvação, exceto a que vinha d'Ele! Ele nos chamou quando ainda não éramos; e do nosso não ser, quis Ele que fôssemos.

II. A Igreja: anteriormente estéril, é agora fértil

"Regozija-te, ó estéril. Prorrompe em cânticos e gritos de júbilo aquela que nunca pôde parir; porque superiores são os filhos da desamparada do que os daquela que tem marido". Aqui Ele diz: "Regozija-te, ó estéril, a que não dava à luz"; fala de nós, pois nossa Igreja era estéril antes de que lhe fossem dados filhos. Então Ele diz: "Prorrompe em cânticos e gritos de júbilo aquela que nunca pôde parir", significando que, assim como a mulher que está de parto, não devemos nos cansar de oferecer as nossas orações com simplicidade a Deus.
Depois, quando diz: "Porque superiores são os filhos da desamparada do que os daquela que tem marido", diz isto porque o nosso povo parecia desamparado e abandonado por Deus, mas agora, tendo crido, passamos a ser mais do que aqueles que pareciam ter Deus. Também outro texto diz: "Não vim para chamar os justos, mas os pecadores". Isto significa que é justo salvar os que perecem, pois é verdadeiramente uma grande e maravilhosa obra confirmar e corroborar não os que estão de pé, mas aqueles que caem. Assim também Cristo quer salvar os que perecem; e salvou a muitos, vindo e chamando-nos quando já estávamos perecendo.

CONFESSAR A CRISTO E TEMER A DEUS

III. A obrigação de confessar a Cristo

Vemos, pois, que Ele nos dedicou uma grande misericórdia; primeiramente, porque nós que aqui vivemos não sacrificamos aos deuses mortos, nem lhes rendemos culto, mas por meio d'Ele, chegamos a conhecer o Pai da Verdade. Que outra coisa é este conhecimento que Ele nos deu, senão o de não negar Aquele por meio de quem O reconhecemos? Sim, Ele mesmo disse: "Aquele que me confessar, Eu também o confessarei diante de meu Pai".
Esta é, portanto, a nossa recompensa, se verdadeiramente confessarmos Aquele por meio de quem alcançamos a salvação. Porém, quando O confessamos? Quando fazemos o que Ele disse e não desobedecemos aos seus mandamentos, e não apenas O honramos com os nossos lábios, mas também com todo o nosso coração e toda a nossa mente. Pois bem, Ele também diz em Isaías: "Esse povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de Mim".

IV. A verdadeira confissão de Cristo

Portanto, não adianta chamá-lo apenas de "Senhor", pois isso não nos salvará; eis que Ele disse: "Nem todo que me chama 'Senhor, Senhor' será salvo, mas aquele que opera a justiça". Assim pois, irmãs, devemos confessá-lo em nossas obras, amando-nos uns aos outros, não cometendo adultério, não falando mal dos outros, não tendo ciúmes, mas sendo moderados, misericordiosos e bondosos. Com estas obras, e não com outras, podemos confessá-lo. Não precisamos temer aos homens, mas a Deus. Por isso, se fizerdes estas coisas, o Senhor dirá: "Ainda que estejais junto de meu próprio seio, se não cumprirdes os meus mandamentos, Eu os arremessarei para longe e direi: 'Apartai-vos de mim, operários da iniqüidade, estejam onde estiverem'."

DESPREZO TOTAL AO MUNDO

V. Este mundo deve ser desprezado

Portanto, irmãos, renunciemos nossa estadia neste mundo e façamos a vontade d'Aquele que nos chamou; não tenhamos medo de nos apartar deste mundo, pois o Senhor disse: "Sereis como cordeiros no meio de lobos". Porém, Pedro O contestou e disse: "O que ocorre, então, se os lobos devorarem os cordeiros?" E Jesus respondeu a Pedro: "Os cordeiros não precisam ter medo dos lobos depois de mortos. Vós também não deveis temer os que vos matam e nada mais podem fazer. Temei antes Aquele que, depois de tiverdes morrido, tem poder sobre a vossa alma e vosso corpo, para atirá-los na geena de fogo".
Vós sabeis, irmãos, que a estadia desta carne neste mundo é depreciável e dura pouco; porém, a promessa de Cristo é grande e maravilhosa, a saber: o repouso do reino que vem e a vida eterna. O que podemos fazer, então, para obtê-los, senão andar em santidade e justiça, e considerar que estas coisas do mundo são estranhas para nós e não desejá-las? Pois quando desejamos estas coisas, nos desviamos do reto caminho.

VI. O mundo presente e o mundo futuro são inimigos um do outro

Porém o Senhor disse: "Ninguém pode servir a dois senhores". Se desejamos servir ao mesmo tempo a Deus e a Mamon, não teremos qualquer benefício, pois "o que ganhará um homem se obtém para si o mundo e perde a sua alma?". Pois bem: esta época e a futura são inimigas. Uma fala de adultério, contaminação, avareza e mentira; a outra se afasta destas coisas. Portanto, não podemos ser amigos das duas; temos que dizer adeus a uma e ter amizade com a outra.
Consideremos que é melhor aborrecer as coisas que estão aqui, pois são depreciáveis, perecíveis, pouco duráveis e amar as coisas de lá, que são boas e imperecíveis; pois se fazemos a vontade de Cristo, teremos descanso, mas se não a fizermos, nada nos livrará do castigo eterno, por desobedecermos os seus mandamentos. E a Escritura diz também em Ezequiel: "Ainda que Noé, Jó e Daniel se levantem, não livrarão seus filhos" do cativeiro. Logo, se nem homens tão justos quanto estes podem, com seus atos de justiça, livrar seus filhos, com que confiança nós entraremos no reino de Deus se não mantivermos o nosso batismo puro e sem mancha? Ou - a menos que existam em nós obras santas e justas - quem será nosso advogado?

VII. Devemos aspirar chegar à coroa

Assim pois, irmãos, lutemos seriamente, sabendo que a luta está mui próxima, e que, ainda que muitos venham a lutar, nem todos receberão o prêmio, mas apenas os que se esforçarem em alto grau e lutado com valentia. Lutemos de modo que todos possamos receber o prêmio. Assim, corramos em linha reta, em direção à competição incorruptível. Marchemos em direção a ela em grande número e esforcemo-nos para que possamos receber também o prêmio. E se nem todos puderem receber a coroa, pelo menos tentemos nos aproximar dela o máximo possível. Lembremos que aqueles que batalham nas lides corruptíveis, quando descobertos de que lutam de forma ilegítima, primeiro são açoitados e depois eliminados e afastados da competição. Que pensais disto? Que terá sucesso aquele que luta de forma corruptível na competição da incorrupção? Eis que, com relação àqueles que não têm guardado o selo, Ele diz: "Seus vermes não morrerão e seu fogo não se apagará, e serão um exemplo para toda carne".

VIII. A necessidade do arrependimento enquanto vivermos neste mundo

Nós que estamos na terra, portanto, devemos nos arrepender, porque somos argila na mão do artesão. O oleiro modela uma vasilha e a deforma ou rompe com suas mãos, dando-lhe uma nova forma; uma vez, porém, que a tenha posto no forno aceso, não mais poderá repará-la. Assim também ocorre conosco, enquanto estamos neste mundo: arrependendo-nos de todo coração das coisas más que fizemos na carne, poderemos ser salvos pelo Senhor, em razão da oportunidade para o arrependimento. Mas, quando tivermos partido deste mundo, não poderemos mais confessar, muito menos arrepender-se. Portanto, irmãos, se fazemos a vontade do Pai, se mantemos pura a carne, se guardamos os mandamentos do Senhor, receberemos a vida eterna. Eis o que o Senhor diz no Evangelho: "Se não guardastes o que era pequeno, quem vos dará o que é grande? Pois eu vos digo: o que é fiel no pouco, é fiel também no muito". Na verdade, o que Ele quer dizer é: mantenham a carne pura e o selo sem mácula, para que possam receber a vida.

IX. Seremos julgados na carne

Que ninguém entre vós diga que esta carne não será julgada, nem que não se levantará novamente. Entendei isto: Em que fostes salvos? Em que recobrastes a vista se não nesta carne? Portanto, temos que guardar a carne como templo de Deus, pois da mesma forma que fostes chamados na carne, sereis também julgados na carne. Se Cristo, o Senhor que nos salvou, sendo primeiramente espírito, se fez carne e nela nos chamou, da mesma maneira receberemos nossa recompensa nesta carne. Assim, amemo-nos uns aos outros, para que possamos entrar no reino de Deus. Enquanto tivermos tempo para ser curados, coloquemo-nos nas mãos de Deus, o médico, dirigindo-lhe um tributo. De que tipo? Arrependimento procedente de um coração sincero, porque Ele conhece todas as coisas com antecedência e sabe o que existe no nosso coração. Portanto, dediquemos a Ele um eterno louvor, não só com os lábios mas também com o nosso coração, para que Ele possa nos acolher como filhos. Eis que o Senhor também disse: "Estes são os meus irmãos: aqueles que fazem a vontade do meu Pai".

X. O vício deve ser abandonado e a virtude seguida

Desta forma, meus irmãos, façamos a vontade do Pai que nos chamou, para que possamos viver; e continuemos na virtude, abandonando o vício como precursor dos nossos pecados, e nos afastemos da impiedade para não nos sobrevenham males. Pois se somos diligentes em fazer o bem, a paz virá a todos nós. Por esta causa é impossível ao homem alcançar a felicidade: ele é influenciado pelo temor de outros homens, preferindo o gozo deste mundo à promessa da vida vindoura. Na verdade, não sabem quão grande tormento acarreta o gozo deste [mundo] e o deleite que proporciona a promessa do [mundo] vindouro. Se fizessem essas coisas com respeito a eles mesmos, ainda seria tolerável; contudo, o que fazer é ensinar o mal a almas inocentes, não sabendo que farão jus a uma condenação em dobro: a sua e a dos que os ouviram.

CONFIAR EM DEUS

XI. Devemos seguir a Deus e confiar nas Suas promessas

Portanto, sirvamos a Deus com o coração puro, para sermos justos; porém, se não o Servirmos, porque não cremos na promessa de Deus, seremos desgraçados, pois a palavra da profecia diz também: "Desgraçados os indecisos, que duvidam em seu coração e dizem: 'Essas coisas temos ouvido, inclusive nos dias de nossos pais; entretanto, temos aguardado dia após dia e nada temos visto. Estúpidos! Comparem-se a árvores; a uma vinha, por exemplo: primeiro, desprendem-se as folhas, logo sai um broto, depois vem o agraz e, por fim, as uvas maduras. Do mesmo modo meu povo passou por problemas e aflições; porém, depois receberá as coisas boas". Assim, meus irmãos, não sejamos indecisos, mas soframos com paciência na esperança, para que possamos obter também a nossa recompensa. "Porque fiel é Aquele que prometeu" pagar a cada um a recompensa por suas obras. Se temos feito justiça, portanto, aos olhos de Deus, entraremos em seu reino e receberemos as promessas que nenhum "ouvido ouviu, nem nenhum olho viu, nem ainda acessou o coração do homem".

XII. Devemos olhar constantemente para o Reino de Deus

Deste modo, esperemos o reino de Deus, hora após hora, com amor e justiça, já que não sabemos qual será o dia da aparição de Deus. Eis que o mesmo Senhor, quando certa pessoa lhe perguntou quando viria o seu reino, respondeu: "Quando os dois forem um, quando o que estiver fora for como o que estiver dentro, e o varão for como a mulher, não havendo nem varão, nem mulher". Pois bem: os dois são um quando dizemos a verdade entre nós e entre dois corpos haverá apenas uma alma, sem divisão. E, ao dizer que o exterior será como o interior, quer dizer isto: o interior é a alma e o exterior é o corpo; portanto, da mesma maneira que aparece o corpo, se manifesta a alma em suas boas obras. E, ao dizer o varão como a mulher, nem varão, nem mulher, significa isto: que um irmão ao ver uma irmã não deveria pensar nela como sendo sua mulher e que uma irmã ao ver um irmão não deveria pensar nele como sendo seu homem. Se fizerdes estas coisas - diz Ele - logo vira o reino de Meu Pai.

DEUS E A IGREJA ESPIRITUAL

XIII. O nome de Deus não deve ser blasfemado

Assim, irmãos, arrependamo-nos imediatamente. Sejamos sóbrios para o que é bom, pois estamos cheios de loucura e maldade. Apaguemos os nossos pecados anteriores e arrependamo-nos com toda a alma, para que sejamos salvos. E não agrademos os homens, nem desejemos agradar uns aos outros somente, mas também aos que estão fora, com a nossa justiça, para que o Nome não seja blasfemado por causa de nós. Porque o Senhor disse: "Meu nome é blasfemado de todas as formas entre os gentios". E também: "Ai daquele em razão de quem seja blasfemado o meu nome!" No que é blasfemado? Quando não fazeis as coisas que desejo, pois os gentios, quando ouvem da nossa boca as palavras de Deus, se maravilham de sua formosura e grandeza; porém, quando descobrem que as nossas obras não são dignas das palavras que pregamos, imediatamente começam a blasfemar, afirmando que é um conto mentiroso e um engodo.
Porque, quando ouvem que lhe falamos que Deus diz: "Qual é o vosso merecimento, se amais os que vos amam? Será vosso merecimento se amardes os vossos inimigos e aqueles que vos aborrecem", quando ouvem estas coisas, repito, ficam maravilhados de Sua soberana bondade; porém, quando percebem que não apenas não amamos quem nos aborrece, como também não amamos nem aos que nos amam, passam a nos gozar e a nos depreciar, e o Nome é blasfemado.

XIV. A Igreja espiritual

Portanto, irmãos, se fazemos a vontade de Deus, nosso Pai, pertenceremos à primeira Igreja, que é espiritual, que foi criada antes do sol e da lua; porém, se não fazemos a vontade do Senhor, seremos como a Escritura, que diz: "Minha casa se transformou em covil de ladrões". Logo, prefiramos ser a Igreja da vida, para que sejamos salvos. E não creio que ignoreis que a Igreja viva "é o corpo de Cristo", porque a Escritura diz: "Deus fez o homem, varão e mulher". O varão é Cristo; a mulher é a Igreja. E os livros e os apóstolos declaram de modo inequívoco que a Igreja não apenas existe agora, pela primeira vez, como assim desde o princípio, porque era espiritual, como nosso Jesus também era espiritual; porém, foi manifestada nos últimos dias para que Ele possa nos salvar.
Pois bem: sendo a Igreja espiritual, foi manifestada na carne de Cristo, com o qual nos mostrou que, se alguns de nós a guarda na carne e não a contamina, a receberá novamente no Espírito Santo, pois esta carne é a contrapartida e a cópia do espírito. Nenhum homem que tenha contaminado a cópia, pois, receberá o original como porção suja. Isto é, portanto, o que Ele quer dizer, irmãos: Guardai a carne para que possais participar do espírito. Porém, se dizemos que a carne é a Igreja e o espírito é Cristo, então o que trabalhou de forma corruptível com a carne também trabalhou de forma corruptível com a Igreja. Logo, este não participará do espírito, que é Cristo. Tão excelente é a vida e a imortalidade que esta carne pode receber como sua porção o Espírito Santo que vai unido a ela. Ninguém pode declarar ou dizer "as coisas que Senhor preparou" para os seus eleitos.

JUSTIFICAÇÃO E JUÍZO FINAL

XV. Quem salva e quem é salvo

Pois bem: não creio que haja dado nenhum conselho depreciado a respeito da continência; não me arrependo do que escrevi, pois quis salvar a outro e a mim, seu conselheiro. Porque é uma grande recompensa aconselhar uma alma extraviada, próxima do perecimento, para que possa ser salva. Esta é a recompensa que podemos dar a Deus, que nos criou, se o que fala e escuta, por sua vez, fala e escuta com fé e amor. Portanto, permaneçamos nas coisas que cremos, na justiça e santidade, para que possamos, com confiança, pedir a Deus que diz: "Quando ainda estás falando, eis que estou aqui contigo", porque estas palavras são a garantia de uma grande promessa, pois o Senhor diz de si mesmo que está mais disposto a dar do que pedir. Percebendo, pois, que somos participantes de uma bondade tão grande, não andemos remissos em obter tantas coisas boas, porque, assim como é grande o prazer que proporcionam estas palavras aos que as escutam, assim será também a condenação que acarretam sobre si mesmos aqueles que as desobedecem.

XVI. Preparação para o dia do julgamento

Portanto, irmãos, sendo assim que a oportunidade que temos para o arrependimento não tem sido pequena, já que tivemos tempo para ela, voltemo-nos para Deus, que nos chamou, enquanto temos Alguém para nos receber. Porque, se nos desprendermos destes gozos e vencer a nossa alma, recusando as concupiscências, seremos partícipes da misericórdia de Jesus. Sabeis que o dia do juízo vem chegando, "como um forno aceso, os poderes dos céus se dissolveram", e toda a terra se derreterá como o chumbo levado ao fogo, e então se descobrirá os segredos das obras ocultas dos homens. A esmola é coisa boa para se arrepender do pecado; o jejum é melhor que a oração, mas a esmola é melhor que estes dois. O amor cobrirá uma multidão de pecados, porém a oração feita em boa consciência livrará da morte. Bem-aventurado o homem que tiver abundância destas coisas, porque a esmola quitará o peso do pecado.

XVII. [continuação]

Arrependamo-nos, pois, de todo coração, para que nenhum de nós pereça durante o caminho, pois se recebemos um mandamento de que devemos também nos ocupar disto, afastando os homens de seus ídolos e instruí-los, como é péssimo que uma alma que conhece a Deus venha a perecer! Assim, ajudemo-nos uns aos outros, de modo que possamos guiar o débil até o alto, abraçando o que for bom, a fim de que todos possam ser salvos; e convertamo-nos e admoestamo-nos uns aos outros. E não pensemos em atentar e crer somente agora, quando estamos sendo admoestados pelos presbíteros, mas também quando partirmos para as nossas casas, recordemos os mandamentos do Senhor e não permitamos ser arrastados para outro caminho por nossos desejos mundanos. Assim mesmo, venhamos aqui com mais freqüência e esforcemo-nos em progredir nos mandamentos do Senhor, para que, unânimes, possamos ser reunidos para a vida, pois o Senhor disse: "Venho para reunir todas as nações, tribos e línguas".
Ao dizer isto, fala do dia da sua aparição, quando vier nos redimir, a cada segundo as suas obras. E os não crentes verão a Sua glória e o Seu poder, e cairão assombrados ao ver o reino do mundo ser entregue a Jesus; então dirão: "Ai de nós, porque Tu eras e nós não te conhecíamos e não críamos em Ti; e não obedecemos aos presbíteros quando nos falaram da nossa salvação". E "os vermes não morrerão e seu fogo não se apagará, e servirão de exemplo para toda a carne". Está dito do dia do juízo, que os homens verão aqueles que, entre vós, viveram vidas ímpias e tiveram obras falsas quanto aos mandamentos de Jesus Cristo. Porém, os justos, tendo boas obras e sofrido tormentos, bem como aborrecido os prazeres da alma, quando contemplarem aos que têm obras más e negaram a Jesus com suas palavras e atos, sendo castigados com penosos tormentos e um fogo inextingüível, darão glória a Deus, dizendo: "Há esperança para Aquele que serviu a Deus de todo coração".

XVIII. O autor, ainda pecador, busca a salvação

Assim, sejamos contados entre os que rendem graças, entre os que serviram a Deus e não entre os ímpios que serão julgados. Porque eu também, sendo um grande pecador e ainda não livre da tentação, em meio às ciladas do diabo, procuro com diligência seguir a justiça, para poder, pelo menos, chegar próximo, já que temo o juízo vindouro.

EXORTAÇÕES FINAIS

XIX. Recompensa dos justos, ainda que possam sofrer

Portanto, irmãos e irmãs, após ouvir o Deus da verdade, leio-vos uma exortação a fim de que possais prestar atenção às coisas que estão escritas, para que possais salvar-vos a vós mesmos e aos que vivem no meio de vós. Peço-vos como que uma recompensa: arrependei-vos de todo coração e procureis a salvação e a Vida. Fazendo isto, estabeleceremos um objetivo para todos os jovens que desejam esforçar-se na perseguição da piedade e da bondade de Deus. E não nos desanimemos ou aflijamos, como os estúpidos, quando alguém nos aconselhar para que deixemos a injustiça e busquemos a justiça, porque às vezes, quando temos obras más, não nos damos conta disto por causa da indecisão e incredulidade que bate nos nossos peitos, e nosso entendimento é encoberto pelas nossas vãs concupiscências.
Portanto, ponhamos em prática a justiça, para que possamos ser salvos até o fim. Bem-aventurados aqueles que obedecem estes mandamentos; ainda que precisem sofrer aflição por um breve momento no mundo, reconhecerão o fruto imortal da ressurreição. Assim, que não se aflija o que é piedoso, ainda que desgraçado nos presentes dias, pois o espera tempos de boa-aventurança. Voltará a viver no céu com os padres e se regozijará durante toda a eternidade, sem quaisquer penas.

XX. As verdadeiras riquezas

Não permitas tampouco que isto pertube a tua mente: ver os ímpios possuírem riquezas e os servos de Deus sofrerem apertos. Tenhamos fé, irmãos e irmãs! Estamos lutando nas fileiras de um Deus vivo; recebemos treinamento na vida presente para que possamos ser coroados na [vida] futura. Nenhum justo recolheu o fruto rapidamente, mas espera que este chegue. Porque se Deus desse imediatamente a recompensa aos justos, então nosso treinamento seria pago de forma comercial, e não conforme a piedade, porque não seríamos justos em razão da piedade, mas por causa da ganância. E por isso o juízo divino alcança o espírito daquele que não é justo, e o acorrenta.

- Ao único Deus invisível, Pai da verdade, que nos enviou o Salvador e Príncipe da imortalidade, por meio do qual Deus também nos manifestou a verdade e a vida celestial: a Ele seja a glória pelos séculos dos séculos. Amém.


Fim


Conflitos de Jesus com os Escribas/Fariseus no Evangelho de Marcos.
 PASTOR CARLOS_EM: 03/01/2016
Prof. Odalberto Domingos Casonatto
 Encontramos no capítulo primeiro de Marcos sete sinais, que dão início a vida pública de Jesus, e resume praticamente todo o evangelho. Os capítulos 2 e 3 abrem com o primeiro conflito dos sete que encontramos no evangelho entre Jesus e os escribas/fariseus que zelavam pela Lei judaica. Constatamos por duas vezes o número 7, nos primeiros capítulos de Marcos considerado biblicamente como o número da perfeição. O povo bíblico não dava aos números um significado matemático ou racional, mas sim um sentido mais amplo e simbólico. Assim constatando o número sete para milagres e para conflitos, nosso olhar deve ultrapassar o número sete como quantidade acabada, mas sim que Jesus realizou durante a sua vida publica muitos milagres e com as autoridades do judaísmo em especial fariseus e escribas aconteceram muitos conflitos, não apenas estes sete descritos no evangelho. No olhar que daremos aos conflitos poderemos constatar duas verdades:
- Os que repeliram o ensinamento de Jesus foram sempre às autoridades judaicas defensoras do Judaísmo.
- os que receberam benefícios com a ação e atividade de Jesus foram os pobres e os que estavam à margem do sistema judaico do puro e do impuro.
Assim pouco a pouco iremos descobrir os projetos que aparecem no texto do evangelho:
- O projeto do Povo guiado por Jesus
- O projeto das elites que queriam manipular o pensamento do povo.
Assim durante seu ministério durante a vida pública, todas as ações empreendidas em favor do povo, encontrava resistência das autoridades judaicas, que mantinha uma situação de faixada com o Império Romano. As ações de Jesus em favor dos que estavam excluídos da sociedade sempre foram consideradas como impróprias e conflitantes.

Como entender os conflitos que enfrentou Jesus.

Sugerimos utilizar uma chave de Leitura que facilitará a compreensão dos conflitos:
Qual seria esta chave de leitura?
A ação de Jesus em Marcos é em favor dos pobres e marginalizados da sociedade da época. As ações de Jesus comprovam quem Ele é verdadeiramente. Jesus não é simplesmente um reformador social, como tantos que surgiram na sua época, mas ele é o Cristo/Messias esperado pelos Judeus é o filho de Deus enviado pelo Pai (conf. Mc 1,11).
Na compreensão mais ampla desta chave de leitura do evangelho de Marcos podemos utilizar algumas perguntas para entender cada um dos conflitos:
- Jesus conflitou com quem?
- Quais foram os motivos do acontecido?
- Como o povo vivia?
- O que Jesus faz e que gera oposição?
- A ação de Jesus trouxe beneficio para quem?
- Resultado final do conflito.

Primeiro conflito – Jesus e o Perdão dos pecados Mc 2,1-12

Para os escribas existia somente uma norma para o perdão dos pecados: “Só Deus pode perdoar pecados”. O sistema judaico seguia este caminho para alguém receber o Perdão de seus pecados: deveria ir até o templo de Jerusalém e ofertar um sacrifício de animais. Os fariseus assim pensavam, pois conheciam muito bem o que dizia a lei:
“...quem pode perdoar os pecados a não ser o Deus único?”(Marcos 2,7) Bíblia de Jerusalém.
E isto só podia acontecer através do serviço do Templo através dos sacerdotes.
Neste episódio acontece algo novo, Jesus perdoa os pecados sem mesmo que a pessoa tenha que se dirigir ao Templo e fazer ofertas e sacrifícios. O fato torna-se polemico os escribas não aceitam as palavras de Jesus e viam nesta atitude de Jesus alguém que queria destruir os fundamentos da organização religiosa e política do Templo. A preocupação dos escribas, conhecedores da lei era simplesmente conservar o cumprimento da lei judaica. Jesus ao contrário vê o sistema de morte que a lei subjugava o povo e se preocupa com a vida e a saúde das pessoas. Jesus esta agindo em nome de seu Pai e começa a tratar de modo diferente os que eram considerados pecadores. (Lembro o fato que a doença na concepção judaica esta ligada ao pecado).
A narrativa de Marcos capítulo 2 conclui com a frase do vers. 12:
“...de sorte que todos ficaram admirados e glorificavam a Deus dizendo: Nunca vimos coisa igual” (Evangelho de Marcos 2,12) Bíblia de Jerusalém.

Segundo conflito – Jesus come com os pecadores Mc 2,13-17
O conflito se dá pelo fato de Jesus não se importar em caminhar com os pecadores e muito menos de ir a suas casas e se assentar na mesma mesa para se alimentar. O acontecimento alcança a dimensão de conflito porque se refere a um cobrador de impostos. Na sociedade judaica os cobradores de impostos eram desprezados por que serviam ao Império Romano e sempre sonegavam para eles certas quantias de impostos. Passavam a serem pecadores públicos. Durante a refeição na casa de Levi, onde se reuniram também os pecadores e publicanos, Jesus responde aos escribas dos fariseus, depois de ouvir suas reclamações:
“...Eu não vim chamar justos, mas pecadores.” (Evangelho de Marcos 2,17 Bíblia de Jerusalém.
Em outras palavras Jesus quer dizer eu não vim para vocês que se consideram justos na sociedade, mas para aqueles que são desprezados e considerados pecadores. Neste ponto Jesus fala de sua missão.

Terceiro conflito – Jesus não jejua e quebra com o judaísmo Mc 2,18-22

O Jejum era um tempo de espera ou mesmo de demonstração de piedade. Os judeus acreditavam que fazendo jejum aproximariam com rapidez a chegada do messias. Os seguidores de João Batista jejuavam pelo menos uma vez por semana e Jesus é criticado porque seus discípulos não jejuavam, alegando que Jesus o Messias estava presente. O fato vem demonstrar que o sistema religioso Judaico se apega a prática das leis, e pouco se importava com a situação das pessoas. Neste conflito de Jesus com os fariseus Ele diz:
“Ninguém faz remendo de pano novo em roupa velha; porque a peça nova repouxa o vestido velho e o rasgo aumenta” (Evangelho de Marcos 2,21) Bíblia de Jerusalém.
Com estes exemplos do “remendo e do vinho novo” Jesus quer dizer que sua vinda exige mudança total nas pessoas, na política, na economia e na religião e não apenas querer fazer pequenos remendos nas leis ou na consciência das pessoas.

Quarto conflito – Jesus e o trabalho realizado em dia do sábado Mc 2,23-28

Para o judaísmo o dia do sábado era sagrado. Era uma instituição. A observância da lei do sábado estava acima de tudo, até mesmo da pessoa humana. O problema que ocorre é que os discípulos passando pelos trigais da Samaria colhiam espigas de trigo. Esta atividade era proibida por lei, e não era permitido preparar alimento em dia de sábado ou mesmo trabalhar.
Jesus quer justificar esta ação dos seus discípulos retrucando para os fariseus usando um fato bíblico conhecido. Jesus recorda a passagem em que Davi junto com seus companheiros estando com fome violara a lei do sábado. Jesus mais ainda conclui que é permitido violar a lei do sábado em caso de necessidade ou fome. Dizendo que a lei e a observância do sábado estão a serviço do homem. Existem e estão a serviço do homem e não estão contra o homem. Querer observar irrestritamente esta lei, seria o mesmo que não se alimentarem naquele dia. Confiramos o texto de Marcos:
“27 Então lhes disse. O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado, de modo que o filho do homem é senhor até do sábado.” (Evangelho de Marcos 2,27) Bíblia de Jerusalém.

Quinto conflito – Jesus cura em dia do sábado Mc 3,1-6.

Na cura do doente Jesus entra em conflito com os fariseus, devido à observância da lei do sábado. Repete-se nesta cura o fato ocorrido no quarto conflito. Os fariseus veem em Jesus, alguém que desrespeita a lei e faz um trabalho. Novamente Jesus entra em diálogo com os fariseus e questiona se é permitido fazer o bem ou o mal, curar ou matar as pessoas. O texto assim esclarece:

“4 E perguntou: É permitido, no dia de sábado, fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou matar? Eles porem se calaram” (Evangelho de Marcos 3,4) Bíblia de Jerusalém.

Os Judeus ouvem atentamente as interpelações de Jesus e nada respondem, o que os torna culpados, porque sabem muito bem o que todo o judeu observante deve fazer.
Jesus continua sua atividade e cura o doente, justificando que a vida humana e muito mais importante do que a observância do trabalho no dia do sábado e que para salvar a vida humana se pode violar a lei. Permanecendo numa posição farisaica ou querendo procrastinar para o amanhã a prática que gera vida, estamos optando e aceitando hoje a morte. Jesus nos indaga para uma ação prática não teórica: o que devemos fazer de imediato hoje.

Sexto conflito - Jesus age em nome de Belzebu Mc 3,20-30.

Jesus entra em conflito com os escribas. A maneira de Jesus agir era muito estranha para os escribas. Procuravam um argumento forte para que toda a fama de Jesus vinda das curas, milagres e discursos convincentes fosse paralisada. Queriam condenar a Jesus pelo convencimento de sua argumentação em que Jesus dizia que tudo isto tem a força de seu Pai, Deus. Pelo contrario os escribas afirmam que a atividade e ação de Jesus vem inspiradas por Belzebu e pela força e poder do chefe dos demônios.
“22 Os escribas que haviam descido de Jerusalém diziam: Belzebu está nele, e também: É pelo príncipe dos demônios que ele expulsa os demônios” (Evangelho de Marcos 3,22) Bíblia de Jerusalém.
As ações e obras de Jesus acontecem pela força e o poder do Espírito Santo. Jesus fala aos escribas completando, que Ele não realiza suas ações por Belzebu. E completa como Satanás expulsaria o próprio Satanás, ele estaria se destruindo a si mesmo. Jesus condena a acusação feita contra ele que seria um pecado sem perdão e contrapõe dizendo a blasfema contra o Espírito Santo é o único pecado que dura para sempre e que os errados seria eles que estavam o acusando.

Sétimo conflito - A família de Jesus - Mc 3,31-35.

O capítulo 3 de Marcos encerra com sétimo conflito de Jesus com os escribas. O assunto é sua família. O Judaísmo dá muita importância à família de sangue. É pela Mãe que vem a descendência. Jesus quebra os laços familiares de sangue é anuncia para si uma nova família.
Reúnem-se em torno da casa em que Jesus está sua mãe, seus irmãos e estão à espera de Jesus. Comunicam a Jesus que seu grupo familiar esta fora da casa a sua espera. Então Jesus diz para eles:
“34.... Eis a minha Mãe e os meus irmãos. 35Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão e mãe.”(Evangelho de Marcos 3,34-35) Bíblia de Jerusalém.
Embora os fariseus e os de sua família colocam resistência em aceitar seu projeto, outra parte da sociedade os excluídos, os marginalizados, os cegos, os paralíticos, as mulheres  e os discípulos passam a serem seguidores de seu Projeto

Fontes de consulta:
Balancin, E. M., Como ler o Evangelho de Marcos, Paulinas - São Paulo, 1991.
Arquidiocese de Porto Alegre, Jesus no Evangelho de Marcos, Animação Bíblica da Vida Pastoral, edições Calábria - Porto Alegre, 2012.
JEREMIAS, Joachim, Jerusalém no tempo de Jesus, pesquisa de história econômica social no período neotestamentário, Nova Coleção Bíblica, vol. 16, Paulinas - São Paulo, 1983.
CEBI, Introdução Geral aos Evangelhos, Evangelho de Marcos e Mateus, Roteiros para Reflexão VII, Cebi - São Leopoldo, 1998.
CRB, Seguir Jesus: Os evangelhos, coleção tua palavra é vida 5, Edições Loyola - São Paulo, 1994.
CASONATTO, O. D., Como ler o Novo Testamento, subsídios para aulas no Instituto de Teologia de Passo Fundo, RS (ITEPA), Passo Fundo, 1996.

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SALMOS 71

Em ti, SENHOR, confio; nunca seja eu confundido.
Livra-me na tua justiça, e faze-me escapar; inclina os teus ouvidos para mim, e salva-me.
Sê tu a minha habitação forte, à qual possa recorrer continuamente. Deste um mandamento que me salva, pois tu és a minha rocha e a minha fortaleza.
Livra-me, meu Deus, das mãos do ímpio, das mãos do homem injusto e cruel.
Pois tu és a minha esperança, Senhor DEUS; tu és a minha confiança desde a minha mocidade.
Por ti tenho sido sustentado desde o ventre; tu és aquele que me tiraste das entranhas de minha mãe; o meu louvor será para ti constantemente.
Sou como um prodígio para muitos, mas tu és o meu refúgio forte.
Encha-se a minha boca do teu louvor e da tua glória todo o dia.
Não me rejeites no tempo da velhice; não me desampares, quando se for acabando a minha força.
Porque os meus inimigos falam contra mim, e os que espiam a minha alma consultam juntos,
Dizendo: Deus o desamparou; persegui-o e tomai-o, pois não há quem o livre.
Ó Deus, não te alongues de mim; meu Deus, apressa-te em ajudar-me.
Sejam confundidos e consumidos os que são adversários da minha alma; cubram-se de opróbrio e de confusão aqueles que procuram o meu mal.
Mas eu esperarei continuamente, e te louvarei cada vez mais.
A minha boca manifestará a tua justiça e a tua salvação todo o dia, pois não conheço o número delas.
Sairei na força do Senhor DEUS, farei menção da tua justiça, e só dela.
Ensinaste-me, ó Deus, desde a minha mocidade; e até aqui tenho anunciado as tuas maravilhas.
Agora também, quando estou velho e de cabelos brancos, não me desampares, ó Deus, até que tenha anunciado a tua força a esta geração, e o teu poder a todos os vindouros.
Também a tua justiça, ó Deus, está muito alta, pois fizeste grandes coisas. Ó Deus, quem é semelhante a ti?
Tu, que me tens feito ver muitos males e angústias,  me darás ainda a vida, e me tirarás dos abismos da terra.
Aumentarás a minha grandeza, e de novo me consolarás.
Também eu te louvarei com o saltério, bem como à tua verdade, ó meu Deus; cantarei com harpa a ti, ó Santo de Israel.
Os meus lábios exultarão quando eu te cantar, assim como a minha alma, que tu remiste.
A minha língua falará da tua justiça todo o dia; pois estão confundidos e envergonhados aqueles que procuram o meu mal.
Salmos 71:1-24